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Por que os jovens precisam pensar desde já em sua aposentadoria?

jul . 31

Qual é a experiência que os jovens de hoje – e estamos falando da geração Millennials que prefere experiências no lugar de coisas – desejarão ter no futuro? Daqui a 30 anos ainda sonharão em viajar pelo mundo, atrás de um show esperado, de sabores e cheiros encontrados em lugares históricos e charmosos? Ou ainda, terão disposição para empreender algo novo em relação ao trabalho? Para qualquer sonho idealizado agora é fundamental que essa geração comece a se planejar financeiramente desde já. É o caminho – o único para muitos, que não têm a previsão e sorte de receber uma polpuda herança – de uma vida prazerosa e segura lá na frente.

Segundo pesquisa feita pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e Instituto Ipsos, metade dos brasileiros quer parar de trabalhar antes dos 65 anos, mas só 18% poupam para isso. Ou seja, uma parcela pouco significativa da população pensa como quer viver no futuro. “Não há ainda no Brasil uma cultura de pecúlio e investimento. Ainda estamos formando um pensamento de longo prazo. Mas precisamos modificar esse cenário, tendo em vista o estilo de vida desses Millennials e as mudanças no modelo público de previdência no país”, explica o CEO do PoupaBrasil Investimentos e educador financeiro, Cláudio Ferro. De acordo com o estudo da Fenaprevi, 50% dos brasileiros ainda acreditam na estrutura pública, mesmo com a expectativa de uma profunda e urgente reforma no sistema.

Mas quem vê na Previdência Privada a solução para obter bons rendimentos e se garantir, está equivocado. Embora ainda represente a primeira aplicação buscada por quem planeja se aposentar, ela não é a mais vantajosa. Portanto, quem pretende garantir qualidade de vida na velhice é melhor ficar atento, pois no preço que o investidor paga pela gestão dos recursos, no pacote do plano de previdência, ainda vêm cobradas taxas de carregamento, que representam um pedágio para entrar ou sair.

A professora universitária Melissa Cerozzi, 37 anos, engrossa o time dos que nunca se preocuparam com a aposentadoria e hoje se arrepende de não ter começado antes a investir, “Estou mais preocupada, porque nunca tive o hábito de guardar dinheiro e não tive educação financeira. Deveria ter começado antes a me planejar para ter uma velhice tranquila, mas nunca tive a iniciativa de pensar no dinheiro como um bem que poderia me proporcionar tranquilidade no futuro”, explica.

Quem também compartilha dessa preocupação é a chef de cozinha, Kátia Amorim, 28 anos, que tem o perfil Millennials. “Não acredito que o Governo consiga sustentar por muito tempo a Previdência e isso me preocupa, porque nunca pensei em investir dinheiro nem em Previdência Privada, mas já me atentei e estou tralhando para obter uma renda extra e começar a investir”, diz.

Para Cláudio Ferro, o investidor precisa saber, antes de qualquer coisa, seus objetivos de consumo no médio e longo prazos. A partir disso – e sem correr riscos -, buscar modelos de investimentos de renda fixa que assegurem rentabilidade. “Felizmente, já existem plataformas que permitem rendimento superior à Poupança e CDBs de grandes bancos, nas quais é possível investir na aposentadoria, com alta rentabilidade, segurança total e sem nenhuma cobrança de tarifas ou taxas de administração”, acrescenta.

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